A 17 Regional de Saúde realiza durante todo o dia de hoje, no Sindicato do Comércio Varejista (Sincoval), um seminário para discutir o problema dos pombos na região de Londrina. Estarão reunidos representantes de universidades, secretarias estaduais e municipais de Saúde e Meio Ambiente, Organizações Não Governamentais (ONGs) e outros especialistas no assunto para buscar a melhor forma de reduzir e controlar a população de pombos na cidade. O evento também vai discutir a relação destas aves com a transmissão de micoses sistêmicas em humanos.
Entre os participantes que contribuirão com experiências no manejo de pombos em outros municípios estão Maria Luiza Noronha, do Instituto Municipal de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, os professores Carla Forte Maiolino Molento e Flávio Teles, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e o médico veterinário Paulo de Araújo Guerra, técnico da Divisão de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde. A partir das 14 horas o evento abre espaço para a participação de ONGs e representantes da sociedade civil. Das 16 às 18 horas acontece o debate final e apresentação de propostas.
A idéia de sacrificar parte da população de pombas de Londrina foi discutida pelas autoridades no ano passado, depois de baixada a Instrução Normativa 141 pelo Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em dezembro de 2006. O dispositivo se refere ao controle e manejo de populações de animais de espécies silvestres nativas ou exóticas, que utilizam recursos de áreas ocupadas pelo homem e causam significativos transtornos econômicos, ambientais ou à saúde pública. As pombas, segundo a promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, atenderiam ao perfil da lei.
Entre as espécies passíveis de controle sem autorização, entretanto, a IN cita apenas o pombo doméstico (Columba livia). Levantamentos feitos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) apontam que essa espécie é minoria na cidade. O grosso da superpopulação - que já chegou a ser estimada em 300 mil aves - seria formada por pombas silvestres (Zenaida auriculata).
Além disso, o Ibama impõe que o abate de espécies só deve ser executado quando forem esgotadas outras medidas, como a eliminação ou alteração de recursos utilizados pela fauna. Nenhuma ação alternativa para tentar resolver o problema foi posta em prática até hoje em Londrina.
No ano passado, uma empresa gaúcha apresentou em Londrina um repelente de origem vegetal que tem sido comercializado há três anos nos Estados Unidos e no Canadá e utilizado por órgãos públicos e privados em portos, aeroportos, armazéns, terminais de tanques e também na zona urbana.
Conforme o diretor da fábrica, Nelson Azambuja, o princípio ativo do repelente é o metil antranilato, uma substância largamente utilizada na indústria alimentícia e de cosméticos como essência artificial de uvas. ''É um produto que ocorre naturalmente na natureza, em algumas variedades de uva'', informa. A programação completa do seminário pode ser conferida no site www.saude.pr.gov.br

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