O secretário estadual dos Transportes, Heinz Herwig, disse ontem que o Paraná deverá concluir até o final do ano que vem a implantação do programa de transportes intermodais, que habilitará o Estado a exercer o papel de ‘‘centro logístico do Mercosul’’. O secretário explicou o programa durante o 1º Seminário Internacional de Gestão e Tecnologia em Transportes, que termina hoje em Curitiba.
De acordo com Heinz, o ‘‘grande atrativo’’ para a implantação da intermodalidade - integração entre vários sistemas de transporte - é o fato de ainda existir no País uma fronteira agrícola de 136 milhões de hectares agricultáveis, que abrange principalmente a região central. ‘‘Essa fronteira tem um potencial de produção agrícola de 350 milhões de toneladas por ano e não há rodovia que suporte isso’’, disse.
Segundo ele, 74% da produção agrícola brasileira ainda são transportados por rodovia.
‘‘Temos obrigação de reverter esse quadro’’, afirmou. Como avanços nessa direção, o secretário citou as privatizações da Ferroeste, do porto de Antonina e das rodovias do Anel de Integração. Também está em andamento a privatização do porto de Paranaguá.
Completando o programa, o governo está executando duas pontes (uma em Guaíra e outra em Porto Camargo), que ligarão o Paraná ao Mato Grosso do Sul e permitirão escoar pelo Estado a produção agrícola também do Mato Grosso e Bolívia. Também está prevista a construção do trecho Cascavel-Foz do Iguaçu da Ferroeste. ‘‘Com a ferrovia, a hidrovia do Rio Paraná e a duplicação da BR-277, Foz será o grande pólo intermodal do Paranᒒ, afirmou Herwig.

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