Seminário debate integração urbana
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Como administrar grandes centros urbanos por meio de mecanismos que priorizem o planejamento e a integração entre regiões? O assunto foi discutido no seminário ''Gestão Pública do Espaço Metropolitano'', organizado pelo Ministério Público (MP) estadual em parceria com a Faculdade de Direito da Flórida (EUA). O evento aconteceu ontem, em Curitiba, e reuniu profissionais e estudantes das áreas de Direito, Meio Ambiente, Arquitetura e Engenharia para tratar de assuntos como transporte público, ocupação desordenada e novas formas de gestão de municípios.
''O MP deve cobrar a aplicação da lei e avaliar o impacto da admimistração dos municípios à população e ao meio ambiente. É um tema que interfere na vida de todos'', destaca o procurador de Justiça Saint-Clair Honorato Santos, um dos coordenadores do evento.
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC), que concentra cerca de 3,3 milhões de pessoas, foi apresentada como um fenômeno de urbanização que precisa urgentemente ser trabalhada com integração. Alcidino Bittencourt Pereira, dca Cooordenação da Região Metropolitana (Comec), falou sobre o Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI), que defende que as prefeituras sejam incorporadas no processo decisório nas discussões de problemas. ''Nem sempre temos o concenso e, com uma maior participação, implantar projetos será mais rápido, assegurando uma governalidade com políticas públicas focadas em gestão coletiva. A população é quem mais sai ganhando'', garante. Pereira ainda observa que o PDI prevê condições para um desenvolvimento futuro que depende muito da vontade política. ''Vivemos em sistemas interdependentes e precisamos criar essa consciência entre os governantes, prova disso é que cerca de 500 mil pessoas migram por dia da RMC para Curitiba''.
''A integração deve passar pela periferia no tripé trabalho, habitação e transporte'', afirmou arquiteto Lóris Carlos Guesse, que defendeu uma política de urbanização que comporte a periferia produzindo espaços menores, mas com infra-estrutura. Segundo ele, as prefeituras devem preparar cidades onde a população de baixa renda tenha acesso aos lotes com preços acessíveis, que possibilitem a requalificação das favelas e regularização fundiária. ''A RMC tem locais com oferta de empregos e transporte, sem restrições ambientais, como nascentes, mas tudo esbarra em questões políticas que não atendem a ações articuladas, somente pontuais e paleativas'', analisa.
A melhoria do transporte coletivo em detrimento ao individual é uma das soluções para o trânsito, segundo Ricardo Antônio de Almeida Bindo, do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), passando necessariamente pelo metrô. Somente na Capital, mais de um milhão de carros rodam diariamente. ''Vamos adaptar as canaletas do expresso para receberem linhas entre terminais, sem paradas no caminho. Isso vai diminuir o tempo de espera do usuário, o que atrai passageiros.''


