Seminário debate direitos da infância e da juventude
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de agosto de 1997
Curitiba 
Os direitos da infância e da juventude estão em debate desde ontem no auditório do Memorial de Curitiba. A discussão envolve cerca de 250 representantes de instituições públicas e organizações não-governamentais do sul do País. O objetivo é encontrar novas alternativas para cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente. Em resumo: ampliar o atendimento aos menores carentes, com educação melhor e integração mais rápida à sociedade.
O encontro trouxe a Curitiba o diretor de planejamento da Secretaria Nacional de Assistência Social (SAS) do Ministério da Previdência, Eliseu Francisco Calsing. Ele apresentou os resultados do programa Brasil Criança Cidadã, lançado há um ano e meio pelo governo federal. Temos 450 mil crianças de mais de 3 mil municípios envolvidas em atividades sócio-educacionais, informou.
No programa, cada família recebe R$ 50,00 por filho incluído nas atividades. É uma maneira de combater o trabalho e a prostituição infantis, lembrou. No entanto, os melhores resultados do programa parecem ser no desempenho escolar dos participantes. Há casos de comunidades que saltaram de um aproveitamento de 60% para até 90% dos alunos integrados à jornada complementar, anunciou Calsing.
O orçamento do Brasil Criança Cidadã chega a R$ 60 milhões por ano. Queremos elevar esse valor para R$ 100 milhões e triplicar o número de crianças atendidas no ano que vem, revelou o diretor da SAS. Na região Sul, cerca de 70 mil crianças de 7 a 14 anos participam das atividades, 27 mil delas no Paraná. A chefe do escritório da secretaria em Curitiba, Sônia Benvenutti, afirmou que os conselhos municipais de assistência social e dos direitos da criança devem envolver ainda mais a comunidade.


