A criação de cooperativas de trabalho pode ser uma boa alternativa para resolver a crise de emprego em todo o mundo, mas é preciso estar atento para a legislação que rege o setor. O tema foi discutido ontem durante o Seminário sobre Cooperativas de Trabalho, no Hotel Rayon.
O evento, promovido pelo Centro de Estudos de Desenvolvimento Empresarial (Cedemp), contou com palestras do professor Luiz Carlos Amorim Robortella, da Universidade Mackenzie; de João Oreste Dalazen, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do ministro aposentado do TST, Indalécio Gomes Neto.
‘‘O emprego está em crise no mundo e vai diminuindo porque não se criam postos de trabalho na mesma proporção do aumento da mão-de-obra. Uma das condições para que este problema seja minimizado é aumentar a produtividade, e isso pode ser feito com a terceirização das atividades ou a contratação de mão-de-obra por meio de cooperativas de trabalho’’, observa Indalécio Gomes Neto. Com o auxílio de cooperativas, as empresas podem oferecer um produto de melhor qualidade por um preço menor e permitir a geração de mais empregos.
Para o ministro aposentado do TST, vedar a terceirização ou dificultar a criação de cooperativas de trabalho é ‘‘andar na contramão da história’’. Ele observa que, neste momento em que o Brasil reforça sua participação no Mercosul, é preciso ter relações jurídicas e de trabalho assemelhadas às de outros países parceiros.
Atualmente, o fluxo migratório do campo para as cidades chega a dois milhões de pessoas por ano no Brasil, gerando a necessidade de criação de 600 mil empregos, sem contar com o crescimento da oferta de mão-de-obra urbana.

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