O Festival de Inverno altera a rotina dos moradores de Antonina, acostumados ao silêncio só interrompido algumas vezes por ano (como no Carnaval, um dos mais animados do Estado e marca registrada do município). Para os comerciantes, a chegada de grupos de turistas é muito bem-vinda e representa boa parcela do faturamento anual.
A cozinheira Angelice Cordeiro, a ‘‘Nenega’’, 53 anos, deixou os afazeres de casa para nutrir muita gente com o seu apetitoso barreado durante os sete dias do festival. ‘‘Já participo há sete anos do festival e trago toda a família para me ajudar’’, diz ela, que aprendeu a cozinhar aos 12 anos de idade com a mãe e a avó.
Kraw PenasCerca de 800 adultos e 720 crianças participaram de 55 oficinas sobre os mais variados assuntos, desde danças afro-brasileiras até introdução à história em quadrinhosNas hospedarias e hotéis, a lotação é garantida com os participantes do festival. ‘‘Depois do Carnaval, essa é a melhor época para nós’’, conta a gerente do Regency Capela, Nair Welzel.
Já em uma das farmácias da cidade, o movimento aumentou cerca de 30%. ‘‘Vendemos mais artigos de perfumaria e higiene, além de medicamentos para o fígado, para aqueles que beberam um ‘pouco’ a mais’’, diz o farmacêutico André Luiz Picanço Carraro. ‘‘Viagra até agora ninguém precisou, mas o estoque é suficiente’’, completa ele, que anunciou no balcão a venda da pílula contra a impotência masculina. (G.P.)

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