Economia a serviço da vida. Esse é o tema da Semana Nacional do Migrante, que chega aos 25 anos com programação de ritos e ações de acolhimento aos que deixam o lar em busca de melhores condições de vida.
''Migração só acontece por causa da economia, que hoje só gera concentração de renda e fome'', opinou o arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, destacando que a Semana quer conscientizar Igreja e sociedade acerca dos problemas causados pela migração.
A programação começou anteontem, com uma missa sertaneja. Até o próximo domingo, estão previstas palestras e missas, além de audiências públicas nas câmaras de vereadores de Londrina e Cambé (Norte), para reivindicar melhorias na estrutura de acolhimento aos migrantes.
No sábado, acontecerão apresentações culturais, com comidas e danças típicas, na Paróquia Nossa Senhora dos Migrantes, no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé.
Pela primeira vez, a Pastoral do Migrante vai organizar um acolhimento especial, amanhã, aos viajantes que chegarem ao Terminal Rodoviário de Londrina. Após uma celebração ecumênica, às 6 horas, voluntários oferecerão serviços de advocacia e psicologia.
''Vamos avaliar os resultados desta ação e a intenção é continuar trabalhando no acolhimento de migrantes na rodoviária e no aeroporto'', comentou o padre José Alves de Souza, que atua na Pastoral com outros 11 voluntários.
Ele citou que Londrina recebe, em média, 40 migrantes por mês, entre solitários e famílias inteiras. Conforme o padre, a Pastoral atua em três frentes: imigração, migração sazonal e migração urbana, sendo que o tipo de migração depende diretamente da época do ano.
Ele explicou ainda que o primeiro contato entre migrante e Igreja acontece nas paróquias e por encaminhamento de casas abrigo. ''Primeiro passo é acolher o indivíduo para depois sentir o que ele precisa, seja moradia, emprego, documentação ou até voltar para casa.''
Dom Orlando lembrou que o êxodo rural ainda é responsável pela maioria das migrações para Londrina. ''Inclusive estamos fechando várias capelas no campo porque não há famílias'', lamentou o arcebispo, reforçando que o crescimento da violência nas metrópoles está diretamente ligado ao aumento da população nas periferias.
Serviço:
Informações sobre a programação no (43) 3154-5045.

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