Semana de tempo seco requer cuidados
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
O desconforto da última semana foi além do clima gelado. Muitas pessoas, principalmente crianças e idosos, começaram a sofrer com as doenças respiratórias, como pneumonia, crise asmática e gripe. Mas se depender da previsão para os próximos dias, esse quadro pode se agravar ainda mais devido à baixa umidade do ar.
O Instituto Tecnológico Simepar alerta para uma queda gradativa no decorrer da semana, em todo o Estado. Segundo o meteorologista Tacízio Valentin da Costa, as regiões Noroeste, Oeste e parte do Norte serão as mais atingidas, registrando até 40% de umidade relativa do ar no período da tarde. "A previsão é de que não choverá durante toda a semana. Com isso, a atmosfera não é alimentada com umidade e, consequentemente, o tempo fica seco", explica.
As crianças e idosos são os que mais sofrem com a mudança climática. Caio, de 6 anos, foi internado ontem no Pronto Atendimento Infantil (PAI) por causa de uma crise de bronquite que se agravou ontem de madrugada. "Ele está com dificuldade para respirar, dor abdominal, muita tosse e a garganta seca. Ele fez inalação e agora está no oxigênio", conta preocupada a mãe Vivian da Silva Souza, na sala de espera.
Ela afirma que os cuidados caseiros não foram suficientes para evitar uma crise. "Eu procuro deixá-lo bem agasalhado, dar bastante suco e água, mas esse clima gelado à noite e quente à tarde acabou agravando a bronquite", diz.
Maria Mitico Hotta também procurava atendimento no PAI ontem de manhã, com o sobrinho Roberto, de 4 anos. "Ele está se queixando de dor na garganta e está com tosse há alguns dias. Chegou a tomar xarope, mas neste final de semana piorou. Acho que é por causa do frio e também porque não chove há um tempo", afirma.
O coordenador médico do PAI, Mohamed El Kadri, explica que o mês de julho foi atípico este ano porque, apesar do frio rigoroso, houve uma queda acentuada nos atendimentos dos últimos 10 dias. "Houve uma redução na procura, mas não significa que as crianças não adoeceram. Por causa do frio, muita gente preferiu não sair de casa. A expectativa é que neste mês de agosto a procura aumente", observa.
A média de atendimentos no PAI é bem próxima ao do Pronto Atendimento Municipal (PAM). Por dia, são realizados entre 250 a 350 e na semana passada as duas unidades registraram um queda em torno de 30%. O coordenador médico do PAM, Eduardo Cristófoli Silva, afirma que nesta época do ano há uma prevalência das doenças respiratórias, principalmente quando se trata de idosos.
Como é o caso de Benjamin Gomes da Silva, de 85 anos. Ele procurou atendimento ontem pela manhã, com dores no corpo e nos ouvidos. "Com o frio piorou a dor. Não consigo dormir", diz ele, que mora sozinho e estava recebendo soro para hidratar.
"O problema é que muitos idosos moram sozinhos e o agravamento das doenças respiratórias, como asma, pneumonia e gripe, podem causar um rebaixamento no nível de consciência. Muitas vezes, eles acabam adiando a procura por atendimento. É por isso que eles precisam ser constantemente monitorados por alguém, seja vizinho ou familiar", declara.
Como a previsão é de tempo seco nesta semana, alguns cuidados são indispensáveis. As orientações de El Kadri são se agasalhar adequadamente, considerando que há variação na temperatura durante o dia, manter uma alimentação saudável com consumo de frutas e legumes e ingerir bastante água.


