O Tribunal de Júri de Londrina julga hoje o réu Wilson da Silva, acusado de matar a pedrada Enoch Vieira da Silva, em julho de 1996. Segundo os autos do processo, os dois fumavam maconha e se desentenderam. O julgamento de Francisco Ferreira da Silva, conhecido por ‘‘Chico Fama’’, será amanhã. Em 23 de agosto de 1994, ele matou Adeildo Costa de Almeida Filho e feriu a tiros o pai, Adeilton Costa de Almeida, e o irmão da vítima, Eduardo de Almeida.
Chico Fama deveria ser julgado em abril passado, mas seu advogado ficou doente e a reunião do Júri foi transferida para este mês. Esta será a segunda vez que Chico Fama enfrentará o júri popular. O Tribunal de Justiça convocou novo julgamento a pedido do promotor da 1ª Vara Criminal e do Tribunal de Juri, Janderson Camões Yassaka, porque o veredicto dos jurados contrariou as provas dos autos.
A primeira reunião do Tribunal de Júri, que deveria acontecer na segunda-feira, não foi realizada por falta de jurados. Segundo informações do promotor Janderson Yassaka, foram convocados 21 jurados mas apenas 13 compareceram ao Fórum. ‘‘Pelo menos 15 jurados deveriam estar presentes, para que fossem sorteados os sete que comporiam o Conselho de Sentença’’, explicou o promotor. Se as faltas dos jurados não forem justificadas, eles poderão pagar multas a critério do juiz.
O réu José Ignácio Gomes, que deveria ser julgado na segunda-feira, é acusado de tentativa de homicídio contra seu enteado Sérgio Roberto, em 23 de outubro de 1994. Atualmente ele está preso por ter matado, em abril, o menor Anderson Leite. Somente este ano, é a segunda vez que réus não são julgados por falta de quórum no corpo de jurados.
Ontem também não houve julgamento a pedido do advogado João dos Santos Gomes Filho, que defende Erasmo Cordeiro dos Santos. A defesa alegou compromissos particulares para não comparecer ao tribunal. Segundo o promotor Janderson Yassaka, o julgamento de Erasmo foi adiado pela quarta vez. Ele matou em 5 de maio do ano passado em Tamarana (na época distrito de Londrina) a ex-namorada Silvana Pinheiro Lima e o tio dela, Nelson Ferreira. Na primeira vez em que foi julgado pelos crimes, o réu foi condenado a 21 anos de prisão. A defesa recorreu da sentença.
A última reunião do Tribunal de Júri deste mês deve acontecer na sexta-feira, quando será julgado Júlio Cesar Madureira. Ele é acusado da morte de Reni Resende dos Santos, ocorrida em 1992, no interior de uma cela da antiga Cadeia Pública de Londrina, atualmente desativada. Júlio Cesar Madureira deveria ser julgado no mês passado mas não chegou a tempo da Colônia Penal de Piraquara (Curitiba), onde está cumprindo pena.
Os julgamentos que não foram realizados este mês foram transferidos para o final do mês de agosto. O Tribunal de Júri abre as reuniões às 8h30. Durante o mês de julho não haverá julgamento por causa das férias forenses.

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