Semana Cultural agita colégio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de agosto de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Descobrir talentos, aumentar a socialização entre alunos e professores e envolver a comunidade com a escola são apenas alguns dos objetivos da Semana Cultural, realizada na Escola Estadual Ana Molina Garcia, no Jardim Interlagos (Zona Leste de Londrina).
Luiz Carlos Chiofi, diretor do colégio, conta que a atividade é prevista no calendário pedagógico. ''Tivemos quatro dias de atividades, dois para o esporte e dois para a cultura. Neste ano os alunos tiveram como tema os países e dessa maneira puderam trabalhar várias disciplinas ao mesmo tempo'', explicou.
As atividades rendiam apenas uma nota simbólica, 0,05 na média, mas a meninada se empenhou em participar das tarefas. Ontem, um show de talentos e um concurso de beleza agitaram a comunidade escolar. Também foi oferecido um lanche para os pais e para os alunos.
Felipe Costa da Silva, 12 anos e aluno do 7º ano, participou da gincana e também atuou como goleiro no futebol de salão. ''Acho bem legal essas atividades e prefiro participar dos jogos. Estou aprendendo a tocar fagote em um projeto social, mas fico com vergonha de participar do show de talentos.''
Totalmente desinibido, Rodrigo Lopes dos Santos, 14 anos e aluno do 9º ano, tocou violino com uma colega. Integrante há três anos da Orquestra Criança Feliz, ele conta que não conhecia o violino e começou a participar por recomendação da mãe, que não o queria nas ruas. ''Já me chamaram até para tocar em casamentos. Melhorou muito a minha autoestima e não tenho vergonha, porque acredito que precisamos passar pelos desafios que temos'', justificou. Para ele, a Semana Cultural é um novo jeito de competir e de aprender sobre colaboração.
Algumas meninas, mesmo sem frequentarem aulas de dança, se esforçaram para criar uma coreografia e apresentar para os colegas. Alessandra Bitencourt, 15 anos, aluna do 9º ano, foi uma delas. ''Gosto bastante da Semana Cultural e participei também da abertura e do futebol'', destacou.
Para os professores, a atividade é mais uma maneira de interagir com os alunos, já que cada grupo fica sob a supervisão de dois ou três docentes. A professora de História Rosinelly Knaut explica que depois das atividades os jovens ficam mais motivados para o segundo semestre escolar, a disciplina melhora e eles aprendem também a ter responsabilidade para executar tarefas. ''Além disso é uma oportunidade de descobrirmos os talentos que temos.''


