Semáforos viram alvo de cobiça de pedestres
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terça-feira, 07 de outubro de 2008
Fernando Rocha Faro e Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Olhar para os dois lados antes de atravessar. O conselho dos pais não serve mais para os pedestres de hoje em dia. Nos chamados pontos de conflito, os semáforos são a única forma de garantir uma travessia segura para quem anda a pé. Depois da criação do Código Nacional de Trânsito, em 1997, que restringe a construção de lombadas nas cidades, os sinaleiros passaram a ser uma alternativa cada vez mais cobrada pela população.
Desde o começo do ano, 1,2 mil pedidos de sinaleiros chegaram ao telefone 156 da Prefeitura de Curitiba. No mesmo período, 25 semáforos, sendo dois exclusivos para pedestres, foram instalados. De acordo com a assessoria de imprensa da Diretoria do Trânsito de Curitiba (Diretran), para cada pedido é enviada uma equipe de operação de trânsito e outra de engenharia para avaliar qual a melhor solução para aquele problema, o que nem sempre significa a implantação de sinaleiros.
Curitiba conta, atualmente, com mil lombadas ou quebra-molas, como também são chamados os dispositivos redutores de velocidade. O número é superior ao de semáforos: 952 ao todo. Antes do novo código, havia 800 quebra-molas. A Diretran considera que foram poucas novas lombadas nesse período por conta das condições restritas em que o equipamento é permitido.
Já Londrina tem 203 cruzamentos semaforizados. Atualmente, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) recebe de três a quatro novos pedidos de instalação de sinaleiros por mês. Há 800 requerimentos no órgão, incluindo as solicitações de adequações de geometria, como a construção de rotatórias, por exemplo. O presidente do Ippul, João Batista Bortolotti, ressalta que esta é a melhor forma de reduzir a velocidade em vias rápidas. "O semáforo não tem a função de diminiuir a velocidade, mas distribuir o tráfego em cruzamentos e facilitar as travessias para veículos ou pedestres", explica Bortolotti.


