James Alberti
De Curitiba
A instalação de dois semáforos em ruas do centro histórico do município da Lapa, Região Metropolitana de Curitiba, provocou um impasse entre a curadora do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, Rosina Parchen, e o prefeito da cidade, Miguel Lourenço Horning Batista (PPB). Rosina afirma que os equipamentos ferem a Lei de Tombamento Histórico e devem ser retirados. Batista retruca dizendo que a segurança dos moradores está acima da preservação histórica e que esta não é incompatível com o progresso. No meio da discussão, a promotora de Justiça da Lapa, Leidi Mara Wzorek, pretende marcar para este mês uma reunião entre as partes.
Para a curadora, os semáforos são absolutamente desnecessários, devido ao pequeno fluxo de veículos no local. Rosina afirma que o cruzamento tem boa visibilidade e que poderiam ter sido usadas outras formas de sinalização, como as ‘tartarugas’, por exemplo. Ela acusa o prefeito de ter instalado os semáforos antes mesmo de pedir autorização e sem estudo de impacto visual do equipamento ao Patrimônio Histórico.
Segundo a promotora de Justiça da Lapa, a prefeitura apresentou novos pontos de poluição visual, como os fios elétricos e de telefone. Estes, conforme alegação da administração municipal, deveriam ser subterrâneos e a responsabilidade pela execução da obra é do governo do Estado. Leide Maria disse que a prefeitura aceitaria retirar os semáforos, desde que o Patrimônio Histórico e Artístico do Estado faça sua parte. A promotora parece concordar.
Para o prefeito de Lapa, a poluição provocada pelos equipamentos seria mínima se comparada com a necessidade de segurança dos pedestres no local. Batista acredita que o progresso tem seu preço e a cidade tem que pagá-lo. O prefeito alega ter um estudo de um engenheiro de trânsito de Curitiba, que teria atestado a necessidade dos semáforos.

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