Para reduzir o índice de acidentes no cruzamento das ruas Humaitá e Paranaguá, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) estuda a possibilidade de instalar um semáforo. Ontem, funcionários do instituto realizaram a contagem dos veículos no cruzamento.
De acordo com o arquiteto do Ippul, Hirak Ohara, conforme o Código Brasileiro de Trânsito, para a instalação do equipamento é preciso que, pelo menos, 600 veículos trafeguem, por hora, em uma das vias, e 400 na outra.
Segundo Ohara, seria o aumento no fluxo de veículos no cruzamento e a falta de respeito dos motoristas em relação à sinalização que favore a ocorrência de acidentes. ''Os motoristas que estão na Paranaguá perdem a paciência e não esperam a diminuição do fluxo na Humaitá, se arriscando no cruzamento'', explicou o arquiteto, completando que caso o requisito para a instalação do semáforo não seja atendido, será reforçada a sinalização nas ruas.
Reclamações e pedidos por uma providência por parte dos moradores não faltam. O proprietário de uma concessionária de veículos, localizada na esquina, conta que nem se lembra mais de quantos vítimas de acidentes já ajudou a socorrer, no período de pouco mais do que dois meses em que está trabalhando no local.
''Esse cruzamento é intransitável. Praticamente uma vez por semana nós somos obrigados a interromper nossas atividades aqui na loja para ajudar no socorro de vítimas. Depois que presenciamos um fato como esse, nenhum funcionário tem condição de continuar trabalhando bem durante o resto do dia'', afirmou Marcelo Gammarano, exibindo as imagens dos acidentes gravados pela câmera da loja.
O motorista Alécio Carraro, morador do bairro há 32 anos, afirmou que o número de acidentes tem aumentando nos últimos cinco anos.
Ohara disse que o Ippul tem o objetivo de transformar a contagem em uma atividade regular do instituto. ''O próximo ponto em que faremos o serviço será no cruzamento da avenida Harry Prochet e a rodovia PR-445'', afirmou Ohara, detalhando que o local também tem sido cenário de constantes acidentes.''Muitos motoristas não têm paciência de aguardar a diminuição do fluxo na Harry Prochet e acabam se arriscando na rodovia.''

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