A Secretaria Municipal de Ambiente (Sema) vai testar na próxima semana um repelente de aves que poderá ser adotado nas áreas de maior infestação de pombas em Londrina. O produto, comercializado por uma empresa de Porto Alegre (RS), foi apresentado a lideranças da área ambiental ontem à tarde, com a promessa de provocar o afastamento das aves para locais distantes de 500 metros a um quilômetro.
O nome comercial do produto é Max Repel pombos, e tem como princípio ativo o metil antranilato, presente na natureza e, neste caso, reproduzido em laboratório. ''Trata-se de um produto largamente utilizado no mundo. É bastante seguro para os seres humanos e, portanto, pode ser usado com tranquilidade em áreas públicas'', afirmou um dos diretores da empresa, Nelson Azambuja. O repelente é líquido, tem aroma artificial de uva e deve ser borrifado nos locais onde as pombas dormem. Ele age causando náuseas, fazendo com que no dia seguinte as aves procurem novo lugar para se abrigar.
O secretário municipal de Ambiente, Cleidival Fruzeri, considerou o repelente uma boa opção para evitar o abate das aves, visto por ele como ''a última opção''. Fruzeri argumentou que se existe a possibilidade das pombas migrarem para regiões não habitadas, como os fundos de vale, a tentativa é válida. Ele informou ainda que pretende enviar equipes da Sema para checar in loco os resultados obtidos pelo uso do produto em cidades do interior de São Paulo. O diretor da empresa não revelou o custo do repelente, afirmando apenas ''que o preço não tem sido barreira para sua aplicação''.

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