A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e a Comissão do Meio Ambiente da Câmara Municipal de Londrina uniram seus discursos ontem no sentido de ampliar as ações educativas, preventivas e de fiscalização nos 84 fundos de vale da área urbana. Essas duas partes e mais um representante da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente estiveram ontem numa área de fundo de vale nas margens do Ribeirão Lindóia, no Parque Ouro Verde (zona norte), que vinha recebendo entulho há pelo menos cinco anos.
Para o secretário do Ambiente, João Mendonça, o município precisa pôr nas ruas uma campanha ampla pela preservação dos fundos de vale que envolva população, empresas e o poder público. Outra atitude importante, segundo ele, é proibir os carroceiros de carregar entulho, pois eles estariam usando fundos de vale como depósito. ‘‘A solução é drástica, mas tem que ser tomada.’’ Ele apontou que as empresas que alugam caçambas também precisam ser orientadas a não depositarem entulho.
O secretário admitiu, porém, que a Sema dispõe de apenas 3 fiscais e alguns ajudantes para cobrir toda a cidade. Mendonça afirmou que seriam necessários pelo menos mais 10 fiscais para melhorar a eficácia da fiscalização.
O vereador Lourival Germano (PHS), que preside a comissão de meio ambiente do Legislativo, concordou que a falta de informação da população contribui, e muito, para a depredação dos fundos de vale. Ele disse que uma das medidas seria colocar placas nos 84 fundos de vale identificados, informando que são áreas de preservação e as sanções para quem depredar.
O servente Fabiano Silvério Narciso, 18 anos, proprietário da área que recebeu a visita da comitiva ontem, afirmou que ‘‘não sabia que não poderia jogar entulho’’ no local. ‘‘Minha família mora aqui há 30 anos e faz mais ou menos cinco anos que jogam entulho no terreno’’, argumentou. Há alguns dias, ele pediu à empresa So Obras que despejasse duas caçambas com restos de telha para fazer uma entrada para o carro. Ambos foram autuados na quarta-feira pela Sema e têm 20 dias para recorrer.

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