Sema quer abater pombas
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terça-feira, 08 de setembro de 2009
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
Uma medida já cogitada anteriormente voltou a entrar nos planos da administração municipal. O secretário municipal do Ambiente, Carlos Levy, protocolou na semana passada um pedido de autorização para o abate de pombas do tipo amargosinha (Zenaida auriculata) junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Curitiba. Segundo ele, o pedido prevê o extermínio de oito mil pombas ao mês, durante seis meses, totalizando cerca de 50 mil aves.
Na reunião com o superintendente do Ibama, José Carneiro, mostramos todas as medidas que já foram tomadas tanto na área urbana como na zona rural, explica o secretário. Segundo Levy, o abate só pode ser considerado quando outras alternativas já tiverem sido tomadas. Isto tudo é resultado do desequilíbrio ecológico.
Depois do primeiro abate, de acordo com o secretário, aparelhos sonoros que emitem ruídos de predadores serão instalados em diversas áreas. Queremos tornar a área urbana desagradável para elas. Além disso, vamos soltar falcões treinados para que elas se sintam ameaçadas. Ao mesmo tempo, trabalharemos junto aos produtores rurais para que evitem a perdas nas colheitas, no transporte e na silagem dos grãos.
Para o abate será feita a captura com rede e auxílio dos falcões. As aves serão selecionadas e colocadas num recipiente com formol para sedação. Depois disso, faremos o desligamento da medula puxando o pescoço , assim como é feito com as galinhas. As aves mortas serão incineradas ou levadas para um aterro licenciado. O secretário espera que a resposta do Ibama seja dada nos próximos dez dias.
O professor do Centro de Investigação em Medicina Aviária do Paraná, da Universidade Estadual de Londrina (Cimapar UEL), Ivens Gomes Guimarães, apoia o abate. Ainda há muito folclore a respeito desse assunto e nunca se parou para avaliar o aspecto técnico e fazer algo que realmente funcionasse. O abate será fundamental para o desbaste populacional e, assim, tentar reequilibrar a espécie, além da avaliação das condições sanitárias das pombas, defende.


