Sema pretende tirar exóticas do Bosque
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quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
O Bosque Marechal Cândido Rondon, no Centro de Londrina, vai perder árvores exóticas e ganhar espécies nativas. Além disso, a área de preservação será fechada. As medidas fazem parte do projeto de revitalização e devem ser colocadas em prática até o final do ano.
O secretário do Meio Ambiente, Gerson da Silva, disse que pelo menos duas espécies exóticas, a Santa Bárbara e o Eucalipto, serão retiradas. ''O Bosque é um espaço para as árvores nativas, então pretendemos fazer o manejo de pelo menos essas duas espécies e substituí-las por outras. Hoje, o Bosque conta com uma boa área de preservação e queremos cuidar disso, fechar esse espaço e abri-lo apenas para estudiosos, estudantes que tenham interesse em conhecer e e pesquisar as plantas'', disse.
''As árvores exóticas são invasoras e acabam prejudicando o desenvolvimento das nativas. Hoje, além do Cedro, temos nativas da nossa região, como o Pau d'Alho, Canjarana, e nativas de outras regiões como o Pau-Brasil. Serão justamente as da nossa região que serão plantadas. Muitas delas acabaram sendo destruídas com o tempo por conta das exóticas'', disse o biólogo da Sema, Paulo Dolibaina. Segundo ele, o projeto prevê a redução do tamanho das calçadas, abrindo espaço para mais árvores.
Mas a retirada das árvores pode gerar um debate intenso entre a sociedade e a prefeitura. O advogado e voluntário da ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), Carlos Levy, lembrou que o secretário firmou um compromisso de apresentar todo tipo de projeto que discuta a retirada de árvores, antes de executá-lo. ''Já entramos em contato com ele para averiguar as questões do Bosque e ele nos garantiu que apresentará o projeto antes de retirar qualquer expécie. É de interesse de toda a população as questões ambientais e estamos acompanhando isso'', disse.
O projeto da Sema prevê ainda a revitalização do parque infantil e da quadra poliesportiva. Os banheiros foram demolidos em junho, porque haviam se transformado em mocós. Ainda segundo o secretário, os usuários do Bosque terão acesso livre pela Avenida Rio de Janeiro, já que as grades serão retiradas. ''Será um local aberto, desde o parquinho até o Zerinho (local de caminhada). As pessoas poderão circular mais tranquilamente e só a área das árvores permanecerá cercada''.


