Sema lança programa educativo no Dia do Rio
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) aproveitou as comemorações do Dia do Rio, ontem, para lançar o Programa Fonte Viva, que visa promover a recuperação de nascentes urbanas e a melhoria da qualidade dos recursos hídricos de Londrina. A primeira ação ocorreu na nascente do Córrego do Rubi, na Jardim dos Bancários, na zona oeste.
Além dos técnicos da Sema, alunos da Escola Municipal Melvin Jones e membros da Associação de Moradores do Vale do Rubi fizeram o plantio de espécies nativas e coletaram amostras de água que serão encaminhadas para uma análise. A secretária do Ambiente, Maria Sílvia Cebuslki, informou que os profissionais da pasta detectaram a necessidade de ações práticas e educativas. "A preservação dos espaços começa pela conscientização", destacou.
Os alunos do 4º ano, Erik e Luiza, de 10 anos, plantaram três árvores juntos. Moradores do bairro, eles prometeram voltar para acompanhar o crescimento da muda. "É muito legal poder ajudar a preservar o meio ambiente", disse Luiza. Os exemplares de sangra dágua, aroeira, peroba e jequitibá e foram plantados em círculos, em torno da nascente.
Segundo a secretária, o projeto foi baseado em uma iniciativa da Secretaria de Agricultura. "Na zona rural, a Secretaria de Agricultura já conduz um projeto que está dando resultados. Agora, resolvemos aplicar algo parecido para preservar as nascentes urbanas", explicou. A escolha do Vale do Rubi para estrear o projeto se deu pela participação da comunidade. "Os moradores são bem atuantes. Esperamos que os moradores aproveitem bem o espaço."
O presidente da Associação dos Moradores do Vale do Rubi, o engenheiro agrônomo Leonardo Melco Sfeir, completou a fala da secretária, ressaltando que a ocupação dos espaços públicos pelos moradores evita a criminalidade. "Já tivemos muitas ocorrências de tráfico e pontos de consumo de drogas aqui no vale, mas o número tem caído à medida que as famílias fazem as caminhadas e as crianças jogam bola e andam de skate", expôs.
A supervisora da Escola Melvin Jones, Patrícia Luz Pereira de Mello, contou que as crianças estavam empolgadas em participar do projeto. "Os alunos sempre ficam motivados com atividades extraclasse. E o contato com a natureza é sempre um bom programa." Ela explicou para os alunos a importância de preservar os rios, para que quando eles forem adultos não passem falta de água, como já acontece hoje em algumas regiões do País.
De acordo com Sílvia, o programa Fonte Viva será desenvolvido a cada dois meses e envolverá escolas e comunidades na preservação do meio ambiente. Já as análises da água ocorrerão duas vezes ao ano. A próxima ação deverá ocorrer na zona leste. "A ideia é abranger toda a cidade e os distritos. São cerca de 80 escolas municipais que participarão conosco nas atividades."
O biólogo da Sema, Jorge Akira Oyama, disse que as ações educativas também serão estendidas às escolas.
Na avaliação do ambientalista João Batista de Souza, o João das Águas, o trabalho de conscientização é muito importante, porém, o trabalho deve começar antes das nascentes. "Quando se pensa nos rios, a primeira coisa a ser levada em conta deve ser o sistema de galerias pluviais", destacou. "Temos muito lixo correndo pelas galerias, é preciso fiscalizar com mais rigor os poluidores", cobrou.
Londrina possui sete bacias hidrográficas que desaguam no Rio Tibagi. As bacias do Ribeirão Jacutinga, Lindoia, Quati, Água das Pedras, Limoeiro, Cambé e Cafezal. Os serviços vão abranger as quatro unidades do Lago Igapó, e os lagos Norte, Cabrinha, Parque Arthur Thomas, Três Bocas, Piú e Salto Apucaraninha.


