Imagem ilustrativa da imagem Sema faz doação de madeiras de árvores caídas no vendaval
| Foto: Saulo Ohara



A Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) de Londrina anunciou que fará a doação de "madeiras tipo lenha, galhos e folhagens" que caíram devido ao intenso temporal ocorrido na segunda-feira (20) na cidade. A informação é de que 250 árvores caíram naquele dia. Esse material pode ser utilizado como combustível para forno e fogão a lenha ou caldeiras, cepilho, fertilizante orgânico, carvão vegetal, painel, papel, briquetes, farinha de madeira, entre outros. Estão aptas a solicitar a doação da lenha entidades e associações da sociedade civil sem fins lucrativos e com sede no município de Londrina.

Segundo a gerente de áreas verdes da Sema, Simone de Oliveira Fernandes Vecchiatti, no termo de doação o representante legal da entidade se responsabiliza por tudo. "A coleta deve ser feita no local em que caiu a árvore e a entidade fica responsável não só pela lenha, mas pelos galhos e folhagens e depois deve fazer a limpeza do local", apontou Vecchiatti. A retirada do que foi doado deverá ser feita em até cinco dias úteis após a aprovação do pedido.

Boa parte do material encontra-se na região leste, onde o vendaval teve maior incidência. "Foi uma situação atípica. Existe a Escala de Beaufort, que classifica a intensidade dos ventos, que vai de 0 a 12. Os ventos em Londrina naquele dia atingiram a escala máxima, que é 12, que começa com 118 km/h. Aqui em Londrina os ventos atingiram 148 km/h. Nunca ocorreu isso na cidade", destacou. Ela ressaltou que isso gerou uma situação crítica. "Com um vento dessa magnitude fica impossível das árvores ficarem de pé. Mas, se não fossem as árvores as casas seriam atingidas, já que que essa vegetação serve de barreira protetora contra o vento. Se acontecesse isso, estaríamos em estado de calamidade pública", apontou.

Vecchiatti contabilizou que 250 árvores caíram na cidade. "Pela equipe ser reduzida, ela ainda está realizando o processo de corte. Não conseguimos cortar tudo e fazer todo o transporte", lamentou. Ela revelou que a maioria das árvores não tinha pedido de erradicação. "Só 15 delas estavam nessa situação, uma porcentagem é ínfima", expôs.

Os interessados devem dirigir seus pedidos até sexta-feira (8) à sede da Sema, que fica na Rua da Natureza, 155, Jardim Piza, na parte de protocolo durante o horário de funcionamento da secretaria (das 12h às 18h).

TERCEIRIZAÇÃO

A Sema está elaborando um termo de referência para o manejo da arborização urbana de Londrina, terceirizando o serviço de poda das árvores na cidade. "A Sema passaria a coordenar as atividades de manejo e a empresa terceirizada realizaria a poda e o corte da árvores. Toda a parte de fiscalização ficaria conosco e o operacional, que demanda maior tempo e pessoal, ficaria sob responsabilidade da terceirizada, inclusive em caso de vendavais. Estamos querendo concluir o termo até o fim do ano", projetou.

Assim que o termo de referência for concluído há uma demora média de três meses para elaborar todo o processo licitatório. "Por ser uma situação que precisamos de urgência queremos dar brevidade a esse processo. Só após concluir o termo vamos sentar com o setor de licitações e discutir sobre isso e ver o que ele consegue fazer", disse a gerente de áreas verdes da Sema.

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