Sema faz cadastramento de carroceiros
Para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), os carroceiros são alguns dos principais responsáveis pelo despejo de entulho da construção civil em locais inadequados. Hoje não existe na cidade um local específico para que os trabalhadores descartem o material. A única alternativa para quem precisa do serviço é contratar empresas especializadas em caçambas.
O entulho depositado no terreno no cruzamento das ruas Félix Chenso e Anuar Caram, na Zona Norte, é um exemplo da ação indiscriminada dos trabalhadores. Restos de material para construção e de galhos foram depositados no local. Com o intuito de coibir abusos, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) está cadastrando os carroceiros. A meta é definir locais específicos para jogar o entulho e fiscalizar o cumprimento da determinação.
Pelo menos cinco pontos um em cada região da cidade serão reservados para receber o entulho. ''Se tiver algum terreno público nas rotas de maior fluxo de entulho, devemos usá-los. Temos o objetivo de não gastar com desapropriações de áreas'', afirmou o assessor de gabinete da Sema, Gladiston Gonçalves Gouvêa. Ele garantiu que os locais terão infra-estrutura adequada e os carroceiros serão orientados sobre segurança e cuidados com os animais.
A secretaria estima que entre 250 e 300 carroceiros atuem hoje em Londrina. O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), João Verçosa, criticou quem ainda busca o serviço desses profissionais. ''O correto é contratar uma empresa de caçamba, que não joga entulho em fundo de vale. Já o carroceiro descarta no local mais fácil. Sai mais caro pagar a multa do que contratar uma empresa'', comparou Verçosa. Segundo ele, uma alternativa, ainda em fase de estudo, é encaixar os carroceiros em programas de coleta seletiva de lixo reciclável. (F.R.F.)





