Sema debate manejo de pombos
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quarta-feira, 03 de abril de 2013
Fernanda Carreira<br>Reportagem Local 
O secretário municipal de Ambiente (Sema), Cleuber Moraes Brito, se reúne hoje com representantes do Ibama de Curitiba, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vigilância Sanitária, Ministério Público, Conselho de Medicina Veterinária, ONGs ambientalistas e especialistas nas áreas de manejo de aves de universidades do Paraná. O objetivo é definir o plano de manejo mais adequado para diminuir a superpopulação de pombas em Londrina. A Sema estima que há mais de 200 mil aves na região central da cidade. O encontro está marcado para as 19 horas, na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil).
Segundo Brito, a secretaria estuda a possibilidade da captura e abate das aves. "Essa é uma das alternativas, mas ainda vamos discuti-la com outros especialistas para definir o que será, de fato, melhor para a cidade", destacou, acrescentando que a Sema entrou em contato novamente com o Ibama, este ano, solicitando a permissão para o abate. Segundo ele, a resposta foi positiva.
Independente do plano de manejo adotado, o secretario ressaltou que a diminuição do número de aves na área central da cidade demanda um trabalho contínuo e de longo período. Enquanto isso, Brito garantiu que a prefeitura continuará realizando mutirões de limpeza no Bosque.
Na próxima semana, o trabalho terá início nas praças centrais, que também são afetadas pelos excrementos, e no Calçadão. Entre as atividades, estão a lavagem do chão e de todo o mobiliário, a retirada de galhos caídos, além da pintura nas muretas, colocação de pedriscos e plantio de mudas de flores.
Insustentável
Pouco mais de semana após a morte de um taxista de Londrina, vítima de criptococose, e quase um mês após o anúncio do mutirão de limpeza no Bosque Central - localizado entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro - o depósito de fezes das aves ao ar livre continua incomodando quem passa pela área central. E o problema não se restringe somente ao Bosque. Para frequentadores das praças Sete de Setembro e Marechal Floriano Peixoto a situação já se tornou insustentável.
"O cheiro é insuportável, principalmente depois que chove, que nem hoje (ontem). Você tem que ficar procurando passar por outros caminhos para evitar pisar ou mesmo escorregar na sujeira", desabafa o eletricista Ilson Rodrigues Santiago, morador do Jardim Bandeirantes (zona oeste) e que passa semanalmente pelo Bosque Central e pela Praça Marechal Floriano Peixoto. "Se o único jeito for abater as pombas, ainda acho que é melhor do que ficar do jeito que está."
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