Sema busca recursos
Segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Sema), a primeira fase do Jardim Botânico de Londrina, que compreendia o centro administrativo, trilhas, ciclovias, estacionamentos, lagos, passarela e praças, além de outras instalações, consumiu R$ 12.664.991,55. O valor do contrato para a segunda fase, assinado em outubro de 2010, era de R$ 11.784.069,48, sendo R$ 7 milhões para a construção da estufa e o restante para a conclusão do anfiteatro ao ar livre, anfiteatro coberto, sala de aula para educação ambiental, lanchonetes, cafés e restaurantes e os banheiros.
As obras deveriam ter sido entregues em julho de 2013, mas por problemas contratuais com a construtora responsável, a Incorporadora Squadro, de Curitiba, o projeto foi concluído apenas no início de 2015, porém, parcialmente. Em razão do atraso, em dezembro de 2015 o governo aplicou multa de R$ 2.056.858,89 à empresa responsável, que está proibida de firmar contratos com o Estado pelo período de dois anos.
A Sema agora avalia a situação e busca recursos para a retomada do projeto completo. A secretaria não sabe estimar quanto ainda será necessário investir para finalizar as obras. O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Paulino Mexia, esteve em Londrina no mês passado e visitou o Jardim Botânico para fazer um levantamento da área.
"O levantamento ainda não está pronto. Temos que consultar a Paraná Edificações (autarquia estadual encarregada de planejar, coordenar e executar projetos de edificação) e o arquiteto responsável pelo projeto. Não podemos alterar o projeto sem consultá-lo. Vamos viabilizar o parecer e fazer o orçamento", afirmou Mexia. Ele disse que a intenção é finalizar o projeto do Jardim Botânico "o mais rápido possível", mas não há um prazo definido para concluir as obras.
A reportagem tentou ouvir a Incorporadora Squadro, mas foi informada que o diretor, Nelson Mancini, estava viajando. Ele não atendeu o celular. (S.S.)





