Em Londrina, o diretor do Colégio Estadual Benjamin Constant, Dirceu Vivan, está tendo que mudar o planejamento da manutenção da escola porque ficou sem receber duas cotas de consumo e uma cota de serviço do Fundo Participativo, além da segunda parcela do PDDE. Sem dinheiro, ele não sabe como fará reparos necessários no prédio, além de roçagem, limpeza do terreno e da caixa d'água, dedetização e manutenção do bebedouro. "É o mínimo para começar o ano em ordem".
Com relação aos materiais de escritório e limpeza, a escola corre o risco de iniciar 2015 sem reposição dos produtos. "Não fomos comunicados sobre a suspensão dos repasses", lamentou, lembrando que em 13 anos como diretor nunca houve atrasos. "Trabalhamos com o orçamento controlado, mas vamos começar o ano no limite", conta ele, que também não sabe se vai receber o recurso federal do PDDE para amenizar a situação. O valor pago é de acordo com o número de alunos. O Benjamin Constant deixou de receber duas parcelas de R$ 1.451 e uma de R$ 1.460 da Seed, além de R$ 5,2 mil do governo federal.
Um diretor que não quis se identificar revela que, sem o dinheiro do Fundo, foi obrigado a comprar a prazo, apesar do Núcleo Regional de Educação não recomendar a prática. "Não é o ideal, mas como manter a escola funcionando sem dinheiro?", questiona. O problema, agora, será pagar os fornecedores, diante da informação de que os valores faltantes não serão repassados.
O educador adiou, também, os planos de adquirir equipamentos de som e vídeo para a escola, porque não recebeu a segunda parcela do PDDE. Para ele, a falta de regularidade nos pagamentos pode até mesmo provocar o mal uso do dinheiro. "A gente acaba comprando sem planejamento", lamenta. (C.A.)

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