Lucilia Okamura
De Londrina
A Escola Oficina, localizada no Conjunto João Paz (zona norte de Londrina), pode fechar suas portas se não conseguir recursos para efetuar o pagamento dos 30 funcionários. A escola está em dificuldades financeiras, segundo os coordenadores, porque a Secretaria do Estado da Criança e Assuntos de Família (Secri) não renovou o convênio que repassa R$ 91 mil por ano para a folha de pagamento. A escola atende 150 crianças e adolescentes.
A mantenedora da escola é a Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon). A folha de pagamento dos funcionários é feita através de recursos conseguidos com dois convênios: o Instituto de Assistência Social do Paraná (Iasp) repassa cerca de R$ 8 mil por mês e o Secri era responsável, até o ano passado, por cerca de R$ 12 mil mensais.
Segundo a presidente da Acalon, Leozita Baggio Vieira, em 98, a Secri deixou de repassar duas parcelas (cerca de R$ 25 mil) e neste ano ainda não renovou o convênio que previa recursos de R$ 91 mil. A coordenadora geral da escola, Maria das Mercês Peixoto, explica que o pagamento vem sendo realizado com um fundo de reserva, mas que terá condições de quitar a folha de pagamento somente de setembro. ‘‘Não vamos poder pagar os funcionários a partir de outubro e a escola corre o risco de fechar’’, afirmou. No final do ano passado, funcionários chegaram a suspender atividades durante um dia por falta de pagamento. A causa era a mesma: falta de repasse de recursos por parte do governo do Estado.
A escola oferece ensino de primeiro grau e várias oficinas (informática, padaria, costura, entre outros) para alunos carentes de sete a 17 anos. O pagamento dos professores é feito pela prefeitura (R$ 7 mil) e a manutenção da escola (compra de alimentos, materiais usados nas oficinas) é realizado com o trabalho desenvolvido na padaria e lavanderia.
O prefeito Antonio Belinati (PFL) disse ontem que está sensibilizado com o problema e que conversará com o governador Jaime Lerner (PFL) para saber por que o repasse de recursos não está sendo realizado.
A chefe da regional da Secri, Nadia de Moreira, explicou que foi feito um aditivo contratual para repassar as duas parcelas. A aprovação, segundo ela, depende da secretaria estadual da Fazenda. Já com relação à renovação do convênio, ela disse que toda a documentação foi repassada para Curitiba no início do ano. ‘‘Estamos aguardando o retorno da diretoria de Curitiba.’’
A Assessoria de Imprensa da Secri informou que a secretaria repassa para Acalon, mensalmente, R$ 27 mil, através do Iasp, e que falta apenas acertar algumas parcelas de um convênio firmado com a Acalon no valor total de R$ 70 mil.

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