Se o governo do Estado não aumentar a verba para o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), é grande o risco de encerramento do convênio que mantém o serviço de saúde pública (SUS) na região de Londrina e mantém os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul. O fim do convênio representaria o caos total no sistema de saúde, alertou ontem, o vereador Tercílio Turini (PSDB), durante a sessão da Câmara Municipal.
De acordo com o vereador, o governo estadual tem feito repasse com valores fixos há dois anos e os municípios da região não estão conseguindo cumprir todos os novos encargos e responsabilidades. ‘‘O convênio está defasado e o Cismepar vem acumulando déficit a cada mês’’, disse o vereador, enfatizando que sem o aumento da participação do Estado, o consórcio intermunicipal será obrigado a demitir profissionais (entre médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem são 104 nos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul e 80 no Centro Regional de Especialidades).
Os prontos-socorros dos dois hospitais atendem a uma média de 12 mil pacientes por mês. ‘‘A demissão de pessoal representaria o caos porque a demanda seria descarregada nos hospitais Universitário e Evangélico e na Santa Casa, que já estão trabalhando no limite’’, acrescentou o vereador.
Os prefeitos da região do Médio Paranapanema devem discutir os problemas do consórcio na reunião a ser realizada hoje, em Tamarana (60 quilômetros ao sul de Londrina).

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