As novas normas de comportamento adotadas pela Escola Estadual Eleodoro Ébano Pereira começaram a ser cumpridas há poucos dias, com respaldo de pais, e depois de um período de conscientização dos alunos, que praticamente não oferecem resistência.
A escola negociou a dispensa do uniforme com a exigência de trajes adequados. ‘‘O libertinismo prejudica todo o ambiente’’, alega a diretora Marlene Dias. Saia ou bermuda muito curta, blusa muito decotada ou transparente, calção ou boné não são permitidos. A diretora observa que há amparo para isso no próprio regimento da escola.
‘‘Ninguém vai querer que a pessoa vá à praia com muita roupa. Lá, um biquini é o recomendado. No futebol, o juiz não permite jogador com camisa fora do calção. Na escola, é preciso haver limites ditados pelo bom senso’’.
A diretora e a vice, Maria Marlei Fasolo Bueno, geralmente fazem plantão na entrada da escola, fiscalizando os trajes. As poucas reclamações de alunos, a princípio, partiram de garotas adolescentes, desejosas de mostrar sua jovialidade também na forma mais descontraída de vestir.
A dispensa do uniforme foi decidida considerando o fato de que a maior parte dos pais de alunos de escolas públicas não tem poder aquisitivo elevado. A exigência geralmente é feita pelas Associações de Pais e Mestres, inclusive por influência da direção das escolas.
Marlene Dias observa também que exigir uniforme é ilegal, e como tal pode ser contestado na Justiça com certeza de ganho de causa. ‘‘Se dispensamos isto, em troca adotamos critérios quanto aos trajes, mas sem excessos, apenas que sejam adequados ao próprio meio escolar’’.

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