Sem transporte, 600 alunos ficam sem aula
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quarta-feira, 04 de julho de 2018
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

Aproximadamente 600 alunos de Londrina ficaram sem o serviço do transporte escolar ofertado pelo município na quarta-feira (4). São 510 estudantes da rede municipal de ensino e outros 90 da estadual. Estes meninos e meninas, moradores de sítios, fazendas e distritos, frequentam oito escolas das regiões leste e oeste e, por falta do serviço, não puderam comparecer às aulas. No total, seis mil crianças e adolescentes da zona rural são transportadas diariamente.
Segundo a secretária de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, a falta do transporte escolar ocorreu por conta de um atraso na assinatura do contrato com a empresa responsável. "Tínhamos um contrato que já havia sido prorrogado e vencia na terça-feira (3). Para o novo precisamos redesenhar a linha do transporte, porque pagamos por quilômetro rodado. Fizemos um novo termo de referência e isso atrasou. Não conseguimos assinar um novo contrato até o dia 3. Por isso tivemos que suspender o transporte nesta na quarta", justificou. "Na quinta (5) estará tudo regularizado", garantiu.
O novo contrato foi firmado por meio de licitação e a empresa, de Londrina, que já fazia o serviço ganhou novamente o certame, que tem validade de 12 meses, podendo ser prorrogado por mais 60. O valor investido será de R$ 1,3 milhão por ano, sendo R$ 200 mil a menos em relação à contratação anterior. Paschoal informou que a economia foi possível em razão do redesenho da linha do transporte, mas que isso não acarretará em problemas para os alunos.
A responsável pela pasta também descartou que os estudantes serão prejudicados por não terem tido a aula na quarta. "Já estamos encaminhando orientação para as escolas para que façam a reposição do conteúdo por meio de atividades ou outras tarefas para que eles não tenham prejuízo", disse.
UNIFORMES
Apesar do inverno ter começado há duas semanas, os alunos da rede municipal de ensino ainda não receberam os uniformes de frio em sua totalidade. De acordo com a secretaria, somente 30% do prometido foi distribuído para os estudantes até agora. Nenhuma jaqueta foi entregue nas escolas, mas apenas as calças e camisas de manga longa. O custo é R$ 2,8 milhões para aquisição de 127 mil peças.
O município alega que o atraso se dá por um pedido das empresas que ganharam a concorrência e afirmam que a greve dos caminhoneiros, encerrada há mais de um mês, atrapalhou. "As empresas estão argumentando que não conseguiram receber a matéria-prima para confecção por causa da greve de maio e isso atrapalhou o processo", explicou a secretária. O prazo terminou em 25 de junho e as empresas pediram mais 15 dias como limite para entrega. "Mas pelo que percebemos vai demorar um pouco mais. Estamos estendendo o prazo final até o encerramento do mês de julho", acrescentou.
Responsável por administrar o contrato, a Secretaria de Gestão Pública será acionada para verificar as penalidades que podem ser aplicadas contra as empresas pela demora. Os kits de verão foram entregues por completo para os alunos quatro meses após início do ano letivo e com a estação de calor já transcorrida.
REPAROS
O recesso escolar para os 42 mil estudantes da rede municipal terá início na próxima segunda-feira (9) e segue até o dia 22 de julho. Durante o período, quatro unidades educacionais passarão por reparos, que serão feitos por 19 servidores da própria Educação. "São intervenções que são grandes suficientes para não fazer com a criança dentro da escola, mas não são mudanças estruturais. Estão restritas mais a pintura e arrumação de peças quebradas", afirmou a secretária. Não existe um valor prévio orçado para o trabalho.
Receberão reparos as escolas municipais Professor Odésio Franciscon, Nair Auzi Cordeiro (zona norte), Carlos Dietz (zona oeste) e Maestro Roberto Pereira Panico (zona leste). "Provavelmente alguns serviços continuarão depois da volta do recesso, entretanto as intervenções que atrapalhariam com as crianças na escola serão feitas primeiro", projetou. Nos próximos meses outras escolas deverão receber consertos.


