Sem título, área não obtém financiamento
As terras da fazenda estão praticamente legalizadas. Os títulos ainda não foram distribuídos porque faltam registrar 81 hectares. Essa é nossa maior dificuldade porque, sem o título, não conseguimos financiamentos para melhorar nossas culturas, diz o assentado Luiz Cassiano da Silva.
No assentamento, os agricultores desenvolvem a sericicultura, a olericultura, a pecuária, a mandioca, produção de melaço e plantio de tomate. Cada tipo de cultura é trabalhado por um número diferente de componentes. O grupo de tomateiros é o maior. Ao todo, 10 famílias cuidam de 130 mil pés de tomate. Cada mil pés produzem cerca de 300 caixas. O preço da caixa varia entre R$ 10,00 e R$ 18,00.
Os plantadores de tomate garantem que apesar do trabalho ser muito maior do que o necessário para as culturas tradicionais, os investimentos altos e os riscos de perda grande, ainda é mais rentável cultivar tomate do que milho, por exemplo. Luiz Carlos Geraldes, exemplifica dizendo que meio hectare de tomate lhe rendeu R$ 6 mil no ano passado, enquanto que dos cinco hectares de milho que plantou só conseguiu lucrar R$ 600,00.
O feijão ocupa o segundo lugar em área de plantio do assentamento. Em 30 alqueires, as famílias chegam a colher 18 mil sacas, que são vendidas em média a R$ 25,00 cada. Depois que aprendemos o plantio direto, estamos tendo uma boa renda com o feijão, disse a assentada Maria de Lourdes da Silva
Já a família de Mário Araújo dos Santos, 48 anos, resolveu se dedicar à sericicultura, que lhe rende uma média de R$ 1,5 mil mensal. A família produz cerca de 600 quilos de casulo ao mês e tem 3,5 alqueires cultivados com amora. Os casulo são vendidos para a Kanebo Silk do Brasil em Cornélio Procópio.
O técnico agrícola Luiz Carlos Pereira, da Emater, que presta assistência às famílias, também afirma que o assentamento foi salvo pela diversificação de lavouras. A produtividade média dos assentados é mais alta que a dos pequenos produtores da região. Alguns casos até se equivalem aos grandes produtores do município.
Para este ano, a intenção no assentamento é que cada família tenha seu tanque de pesca. O tanque de pesca será usado para lazer, comentou o líder do assentamento, Sérgio Lourenço Araújo.





