Depois de comandar a construção da "Praça Aquiles Pimpão, o Pacaembuzinho de Londrina" e "criado o espírito esportivo de nossa gente" (Correio do Norte, 8.1.47), Minatti perde a presidência do Operário, em 1951, para Ricardo Funaro.
Sucedeu, então, "o desmoronamento do rubro negro", que ficou "sem time e sem estádio", segundo a Folha Londrina de 1952. Minatti lamenta o fato de Funaro ter aceito da Prefeitura "a importância ínfima de 200 mil cruzeiros, cúmulo do absurdo, pela desapropriação do Estádio Aquiles Pimpão".
Segundo a pesquisa de Alcides Miranda, na Câmara Municipal, o terreno ainda não estava em nome do Operário e, para ser escriturado, a Companhia de Terras formalizou a doação à Prefeitura, em 25 de setembro de 1951 (Cartório Rocha – livro 114, folha 102V, registro 7.679). Era prefeito Hugo Cabral.
Já o prefeito Milton Menezes sanciona a lei 137, em 1952, "o estádio municipal fica circunscrito aos clubes locais de futebol filiados à Liga Regional", mediante contribuição de 600 cruzeiros mensais por clube. A lei 187, em 1953, cria a autarquia para reformar, ampliar e administrar o estádio. A lei 241, em 1954, denomina-o "Estádio Municipal Vitorino Gonçalves Dias".
Embora não fosse recomendável nome de pessoa viva em edificação pública, houve a interpretação de que a mudança no estádio teve conotação política. Candidato a prefeito pelo PSP, Pimpão se tornara adversário de Menezes (UDN), em campanha conturbada. (W. S.)

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