O juiz da 1ª Vara Criminal Jurandir Reis Junior libertou os sem-teto que foram presos na segunda-feira por furto de energia elétrica no jardim Santa Fé. Paulo Martins Ferreira, Maria de Lurdes Branco, Marlene do Rosário Teotônio e Leandro de Matos foram acusados de fazer ligações clandestinas, conhecidas como ‘rabicho’ e, através de fios enterrados no solo, levarem energia para os barracos, montados em um fundo de vale daquela região há menos de um mês.
Os acusados são pessoas que vivem em quase miséria absoluta e que não dispõem de nenhuma infra-estrutura para morar no local. A denúncia das ligações foi feita pelo inspetor da Copel Carlitos Marques dos Santos.
Apesar dos sem-teto serem soltos para responderem o inquérito policial em liberdade, eles foram indiciados no artigo 155, parágrafo terceiro, por furto qualificado. Segundo o delegado do 2º Distrito Policial, José Antônio Zuba de Oliva, que fez a prisão dos acusados, o crime de furto passou de simples para qualificado porque agiram em quadrilha. Cada um deles poderá ser condenado de dois a 8 anos de reclusão.
As ligações eram feitas de forma subterrânea e chegavam até os barracos por fios emendados rusticamente, sem fitas isolantes. ‘‘Além dos furtos de energia, os moradores colocavam em risco as próprias vidas e a de seus vizinhos. As emendas entre os fios eram feitas sem nehuma segurança, com possibilidade de irradiar eletricidade a quem caminhasse pelo terreno onde estavam instalados’’, afirmou Zuba. Ele também chamou a atenção que, dada a precariedade das instalações, poderia acontecer uma tragédia, incendiando os barracos.
O delegado disse que também está recebendo denúncias de furtos de água da Sanepar. Segundo ele, os acusados são pessoas de posse, que desviam água da tubulação de rua direto para suas piscinas para não pagarem o excesso.

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