Uma comissão representando as famílias que invadiram uma área na gleba Cafezal (entre Cambé e Londrina) pretende se reunir amanhã, às 14 horas, com o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB). Ontem pela manhã, dezenas de sem-teto fizeram um protesto no local.
Portando cartazes, os invasores se reuniram em frente à área invadida durante cerca de duas horas. O objetivo foi chamar a atenção do prefeito e sensibilizá-lo para a situação das 160 famílias que ocupam o local. A invasão na área de 2.875 metros quadrados, que pertence à Fratello Incorporações Imobiliárias Ltda, aconteceu há cerca de 60 dias.
Durante reunião realizada na semana passada com os sem-teto, o prefeito de Cambé descartou a possibilidade de desapropriar o terreno para abrigar os invasores, ou de transferi-los para outro local, alegando falta de recursos.
Mesmo com a resposta negativa e com determinação da Justiça, que concedeu liminar de reintegração de posse ao proprietário do terreno, os sem-teto insistem em continuar na área. O presidente da Federação das Favelas, Núcleos e Assentamentos de Londrina, José Ricardo da Silva, diz que as famílias não têm para onde ir. ‘‘A maioria é de Cambé e o prefeito tem que dar um jeito na situação’’, diz.
José Ricardo da Silva afirma que as famílias não querem ficar morando de graça. ‘‘Elas querem pagar pelos lotes’’, observa. Ele diz que se a comissão não for atendida por José do Carmo, os sem-teto farão uma passeata até Cambé. ‘‘Se for preciso, as famílias vão acampar na prefeitura até serem atendidas’’, afirma.

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