A Polícia Federal está tentando negociar com o Banco do Brasil um terreno de 5 mil metros quadrados que possui em Londrina. O objetivo é manter a sede da PF na Cidade. O prédio de três andares, na rua Quintino Bocaiúva (área central), está sendo desocupado devido a uma ação de despejo contra movida por herdeiros do espólio do proprietário do imóvel, João Piai.
O prédio estava cedido à PF pela União em sistema de comodato, desde 86. A ação de despejo tramitava na Justiça Federal desde 1980. A tomada de posse do imóvel pela União ocorreu por dívidas de impostos.
O chefe da divisão da PF em Londrina, José Roberto Morel, se reuniu com os deputados Luiz Carlos Hauly (PSDB), José Janene (PPB), com o superintendente da PF, Vicente Chelotti, e com o presidente do BB, Paulo César Ximenes, em Brasília, esta semana. Eles discutiram uma solução para o problema. Segundo Hauly, a primeira hipótese levantada foi de o BB ceder, em comodato, o prédio onde funcionava o Cesec (centro de processamento de dados), na rua Tietê.
‘‘Como o BB não faz comodato, estamos discutindo a negociação do terreno pelo antigo prédio do Cesec’’, adiantou Hauly. O prédio do banco, que fica próximo ao terreno da PF, possui 4 mil metros quadrados de área construída. Não foram levantados valores, mas a diferença que a PF teria de repassar para o BB seria inserida no orçamento da União do ano que vem. ‘‘Colocaríamos esta emenda ao orçamento com o auxílio da bancada do Paranᒒ, disse Hauly.
A Polícia Federal já desocupou parte do prédio da Quintino Bocaiúva, estando instalada apenas no térreo e na garagem, onde funcionam o atendimento ao público e os setores especializados.

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