Sem-teto ocupam casas populares
RONCADOR - As 24 casas populares de um conjunto habitacional em construção em Roncador (100 quilômetros ao sul de Campo Mourão) foram invadidas esta semana por famílias de desempregados e moradoras de uma favela existente ao lado das obras. Segundo levantamento do Escritório Regional da Cohapar, uma minoria dos invasores é mutuária do conjunto e tem direito às casas. A maioria sequer está inscrita em programas da Companhia.
O gerente da Cohapar em Campo Mourão, Gilmar Kwitschal, segue hoje para Roncador tentar resolver o problema. Se não houver uma desocupação amigável, a companhia vai acionar a Justiça. Vamos ver que providências podem ser tomadas, ressalta Kwuitschal. Segundo ele, as casas já deveriam estar prontas, mas houve atraso porque a evolução das construções não acompanhou a liberação dos recursos. Por isso mesmo, as obras estavam paralisadas e atraíram os invasores.
As casas invadidas estão com 70% da construção concluída, faltando o acabamento, piso e até janelas. Parte dos invasores alegou que invadiu o conjunto para garantir a casa. Outros justificaram a ação pelo abandono do conjunto. Kwitschal, porém, frisa que a invasão não garante nada, mesmo com algumas famílias prometendo ajuda para o término da construção. Segundo ele, as obras não podem ser reiniciadas enquanto o conjunto estiver ocupado.





