Cerca de 200 sem-teto ocuparam uma área de terras no Jardim Morenitas, na madrugada de sábado, demarcaram lotes de 10 X 20 metros e ergueram barracos. A nova invasão, ao lado da Avenida Morenitas, fica a cerca de seis quilômetros do centro de Foz do Iguaçu, perto da fronteira brasileira com a Argentina.
O vice-prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PDT) foi até a área ocupada no sábado, para tentar negociar a saída das famílias, mas não obteve êxito. Laudilino Lima, líder dos invasores, explicou que o grupo quer construir suas casas e se dispõe a pagar um preço justo pelo terreno.
Alguns invasores queixam-se de que se inscreveram na Cohafoz (Companhia de Habitação de Foz), porém, até hoje, não foram convocados para receber uma casa. A Cohafoz iniciou um balanço do déficit, está contabilizando os débitos e só em fevereiro irá retomar a construção de casas populares na periferia.
Mac Donald foi mais longe na previsão de solução para o impasse e deixou os invasores ainda mais apreensivos. Funcionários da prefeitura foram cadastrar as famílias. O vice-prefeito pediu um prazo de quatro meses para que sejam concluídas mais casas populares e, assim, todos teriam prioridade.
Outra vez a proposta foi rejeitada. Os sem-teto aceitam deixar o terreno, desde que a prefeitura ofereça de imediato a transferência deles para outro terreno.
No ano passado chegaram à cidade mais de três mil migrantes, procedentes de várias regiões do País. Esperançosa em conseguir emprego, a maioria ficou. Calcula-se que mais de 20 mil pessoas estejam hoje à procura de trabalho. Foz tem mais de 40 áreas faveladas, seu déficit habitacional supera 10 mil unidades. O prefeito Harry Daijóprometeu, em campanha, adotar o modelo paulistano de desfavelamento. ‘‘O Projeto Cingapura poderá ser a melhor solução para os favelados, principalmente os ribeirinhos’’, disse.

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