Sem-teto fazem protesto em Curitiba
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terça-feira, 08 de dezembro de 2009
Fábio Galão<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes de movimentos sem-teto realizaram ontem um dia nacional de mobilização pela moradia popular. Foram promovidas ocupações e manifestações em imóveis públicos em várias cidades brasileiras, com o objetivo de reivindicar a destinação desses locais para a habitação de pessoas de baixa renda.
Em Curitiba, os manifestantes fizeram um protesto em um prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Avenida Marechal Deodoro, no Centro. Segundo Maria das Graças Silva de Souza, coordenadora do movimento União por Moradia Popular, os sem-teto querem que este e outros dois imóveis do INSS na capital paranaense sejam convertidos em moradias populares.
''Recentemente, a União liberou R$ 17 milhões para transformar locais públicos em habitação popular, e não foram destinados recursos para Curitiba'', afirmou a coordenadora. Os manifestantes contestam um leilão recente, em que uma incorporadora adquiriu um imóvel que era da Rede Ferroviária Federal, também no Centro. Eles queriam que o local também fosse destinado para moradias. Além disso, os sem-teto reivindicam uma área na Vila Guaíra, que pertence à Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab-CT).
A gerência regional do INSS apontou que dois dos três imóveis mencionados pelos manifestantes, incluindo o da Avenida Marechal Deodoro, não são ociosos e estão sendo utilizados para serviços do instituto. O terceiro, localizado na Vila Capanema, deve ser leiloado.
A Gerência Regional de Patrimônio da União relatou que o imóvel que pertencia à Rede Ferroviária não chegou sequer a ser incorporado ao patrimônio: foi destinado diretamente para o fundo de contingente, para saldar dívidas da rede. A respeito da área na Vila Guaíra, a Cohab-CT informou que preferiu comercializar o imóvel porque um estudo apontou que a venda pode atingir um preço de mercado de R$ 7 milhões, quantia que seria suficiente para viabilizar moradia para 245 famílias. Segundo a companhia, se o terreno reivindicado pelos sem-teto fosse convertido em habitações populares, só permitiria o atendimento de 80 famílias, pois é um local estreito.


