Cerca de 120 famílias argentinas sem teto ocupam há 15 dias uma área de preservação ambiental pertencente à Prefeitura de Puerto Iguazú, na Argentina, fronteiriça a Foz do Iguaçu. A área tem dois mil hectares e fica do lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu, distante cinco quilômetros do centro da cidade.
As famílias alegam que decidiram invadir a área porque aguardam há mais de dois anos que a prefeitura construa 200 casas populares no local. Elas afirmam que foram cadastradas pela prefeitura, mas que até hoje nenhum projeto habitacional foi iniciado na área.
A maioria das pessoas que está no local é desempregada. Na área não há energia elétrica e as famílias estão consumindo água de um rio que fica próximo ao acampamento.
A prefeitura deu um prazo, que se encerra hoje, para que os sem-teto desocupem a área. Se eles não saírem, a Gendarmeria Nacional (polícia argentina) deve fazer a desocupação. Mas as famílias dizem que não deixam o local. ‘‘Só saímos daqui mortos.
Nós não temos como pagar aluguel e estamos cansados de esperar que a prefeitura faça alguma coisa por nós’’, disse a empregada doméstica Elvira Nunez, 24 anos, que está no local com dois filhos.Ney de SouzaPara montar os barracos, as famílias derrubaram dezenas de árvores da reserva florestalEdna Mendes

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