Para não deixar seus cinco filhos ‘‘ao relento’’ quando voltou do Paraguai, há três meses, a bóia-fria desempregada Aparecida José Alves, de 38 anos, juntou telhas de zinco e algumas tábuas doadas e construiu um barraco na favela do Jardim Morenitas, uma área invadida, na região sul de Foz do Iguaçu. Mãe e filhos - com idades entre três e 15 anos - se espremem em um barraco de, no máximo, 9 metros quadrados. Os únicos móveis são uma cama e um fogão a lenha improvisado. A família só não passa fome graças à solidariedade de vizinhos mais ‘‘remediados’’. Mesmo assim, Aparecida acha melhor viver no Brasil. ‘‘Aqui tem estudo, assistência médica e a gente não tem problema com a língua’’.

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