Kraw PenasManifestação reuniu 1.100 sem-terra das 12 regiões do ParanáO Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) realizou ontem, em Curitiba, uma manifestação para pedir a libertação de três integrantes que se encontram detidos no Paraná. Os sem-terra reivindicam ainda um posicionamento sobre propostas encaminhadas aos governos estadual e federal no dia três do março. Segundo o coordenador do MST no Paraná, Roberto Baggio, 1.100 integrantes das 12 regões do Estado participaram da manifestação na capital do Paraná, que faz parte da Jornada Nacional de Luta.
A mobilização começou ontem e segue até sexta-feira, nas principais capitais do País, com três objetivos: ‘‘fim da perseguição aos sem-terra, disponibilização de mais terras ao movimento e liberação de recursos para custeio de safra e capacitação profissinal’’.
Segundo Baggio, o governo federal vem demonstrando pouca agilidade para assentar as 7 mil famílias que ocupam áreas no Estado. ‘‘Por isso encaminhamos uma pauta antecipadamente, para dar dos governos estaduais e federal a chance de se preparar para negociar conosco’’, disse.
O dirigente reclamou do ‘‘tratamento desigual que vem sendo dado aos fazendeiros que assumiram a autoria de diversos atentados na Região Oeste e continuam soltos, enquanto, nos últimos 45 dias, a média é de um sem-terra preso a cada dois dias’’.
O coordenador do MST culpou a própria forma ‘‘inoperante’’ do governo atuar como fator que favorece as ocupações, e disse que a única arma para ‘‘pressionar por mudanças nessa realidade é ir às ruas pedir apoio popular’’, disse. O MST permanece concentrado em Curitiba, na sede do Sindicato dos Telefônicos de Curitiba (Sintel).

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