Cerca de 400 sem-terra invadiram ontem a sede da fazenda Água Amarela, em Jardim Olinda (90 quilômetros de Paranavaí). A propriedade tem 400 alqueires e foi vistoriada há algumas semanas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na região, as famílias se instalaram próximo à sede da fazenda e querem garantir a área antes do laudo do Incra, que não tem prazo para ficar pronto.
Os sem-terra que invadiram a Água Amarela fazem parte do grupo que está acampado na fazenda Almeria, em Jardim Olinda. O acampamento tem 500 famílias, segundo o MST, e é utilizado pelo movimento para abrigar os sem-terra que aguardam áreas disponíveis. A maior parte das famílias é da região.
ProjetoO superintendente-adjunto do Incra e coordenador nacional do projeto Casulo, Carlos Almeida, esteve anteontem em Pinhão (40 quilômetros ao sul de Guarapuava) para divulgar o novo programa para assentamentos. Ele falou durante reunião mensal dos 21 prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Rio Iguaçu (Cantuquiriguaçu).
Prefeitos das Associações dos Municípios da região Centro-Oeste e do Centro do Paraná também participaram do encontro. Sem entrar em detalhes, Almeida divulgou o projeto, que será lançado oficialmente no próximo mês, em Brasília.
No projeto Casulo a prefeitura será responsável em conseguir a área para assentamento. O Incra destinará recursos para os investimentos necessários para a produção. Os assentados terão que ser obrigatoriamente do município. Segundo Almeida, o Casulo não é uma forma de fazer reforma agrária e nem de atacar o latifúndio. ‘‘É um programa de geração de empregos e renda’’, disse. (colaborou Edna Mendes)

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