O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), inicia hoje, às 13 horas, uma marcha de Ponta Grossa até Curitiba, onde será montado um acampamento em frente ao Palácio Iguaçu. A manifestação é para pressionar o governo estadual a mudar a política com os sem-terra, libertar os coordenadores presos e abrir negociação para assentar as famílias acampadas e crédito. Eles devem chegar a capital no próximo dia 8, quando permanecem por tempo indeterminado.
Paulo Brizola, da secretaria geral do MST, diz que devem sair 600 pessoas de Ponta Grossa, todos agricultores despejados de áreas de ocupações. ‘‘Mas no final da marcha, deverão entrar em Curitiba cerca de cinco mil de diversas regiões do Estado’’, diz. Por dia, os manifestantes pretendem caminhar cerca de 13 quilômetros, acampando às margens das rodovias (BR-277 e BR-376). Durante a caminhada, podem ser feitos pequenas manifestações para demonstrar a situação dos sem-terra.
Brizola afirma que os manifestantes pretendem entregar ao governador Jaime Lerner as reivindicações e também denúncias de agressões. Porém, o diálogo com governo pode ser complicado. Ontem, durante um seminário, Lerner qualificou as denúncias do MST como ‘‘falsas e caluniosas’’.
O representante do MST afirma que o governo estadual mantém lideranças do movimento presas irregularmente. No entanto, o governo estadual divulgou em nota que as 41 prisões ocorridas nas últimas 14 desocupações foram por resistência ao cumprimento de ordem judicial, porte ilegal de armas e cárcere privado. O governo executou 22 desocupações, sendo que oito foram feitas em negociações entre fazendeiros e manifestantes e outras com a presença de oficiais de Justiça.(I.R.)

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