Os arrendatários da Fazenda Perpétuo Socorro, em Santa Maria do Oeste (68 km a oeste de Guarapuava), registraram queixa contra os sem-terra que invadiram a propriedade de José de Mattos Leão. Os 70 hectares de milho, financiados pelo Banco do Brasil (R$ 45 mil), estão sendo colhidos pelos invasores. Outros 140 hectares de soja, também financiados no BB (R$ 40 mil) não puderam receber tratamentos e devem acabar sendo colhidos também pelos sem-terra. Desde dezembro, 70 famílias ocupam a propriedade.
Alfredo Wolbert, que arrendou os 70 hectares e plantou milho, informou que no último dia 27 o Incra expediu nota garantindo que os arrendatários fariam a colheita. Mas, segundo ele, os sem-terra conseguiram uma colhedeira e já fizeram a colheita em 10 hectares.
Paulo Pires, um dos coordenadores do MST na região, disse que a colheita do milho é legal. Ele prevê para o fim de semana o término do trabalho.
‘‘Se continuar este descaso, os investimentos na área agrícola vão ser prejudicados’’, comentou o coordenador da assessoria de marketing e comunicação da Cooperativa Agrária Mista de Entre Rios, Eugênio Leonhardt, depois de visitar o local. O diretor da cooperativa, Francisco Majowski, tem audiência hoje com o governador Jaime Lerner.

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