Sem-terra depõem sobre a morte de 'Django'
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sexta-feira, 11 de dezembro de 1998
Paulo Ubiratan 
O juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, João Luis Cleve Machado, ouviu ontem à tarde os sem-terra Alcino Menezes, Nelson dos Santos Siqueira e Josmar Choptian. Eles estão sendo acusados de envolvimento na morte do segurança José Lopes de Oliveira, 36 anos, conhecido por Django, ocorrida na fazenda Borborema, em Tamarana (62 km ao sul de Londrina), em 27 de abril do ano passado.
Ele foi morto com um tiro na cabeça, disparado de um revólver calibre 38. Anteontem, o juiz ouviu o arrendatário da fazenda, Edson Ricardo Lucena, e o seu segurança Pedro Ribeiro do Carmo, que saiu ferido pelos sem-terra durante a confusão. Hoje será ouvido mais um envolvido no crime.
Os sem-terra acusados repetiram os mesmos depoimentos que haviam feito na polícia. Nenhum deles assumiu o crime, mas afirmaram que no dia da morte de Django o clima contra ele era tenso. Segundo eles, um dia antes do crime o segurança havia ofendido moralmente e ameaçado de morte os sem-terra que estavam acampados da fazenda Borborema.
Eles disseram que a intenção era apenas deter a vítima e entregá-la à polícia. O promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Yassaka, denuncia Choptian como o mentor do crime.
O arrendatário Edson Ricardo pouco falou em seu depoimento porque não estava na fazenda quando o crime ocorreu. Pedro Ribeiro também, praticamente, repetiu o mesmo depoimento que fez na polícia. Ele confirmou que foi agredido e ameaçado de morte pelos sem-terra.


