Dirigentes regionais do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) irão a Tamarana na manhã de hoje para averiguar a denúncia de que um novo incidente pela posse de terra pode acontecer a qualquer momento naquele município. Segundo o assessor jurídico do MST, Gerson da Silva, o novo confronto entre os sem-terra e ‘jagunços’ estaria para ocorrer na fazenda Rio Claro, que seria propriedade de João Tavares.
Segundo o MST, parte da fazenda - que é considerada improdutiva pelo movimento - foi ocupada por 17 famílias de sem-terra no ano passado. ‘‘Na manhã de ontem, apareceram lá na área três homens armados ameaçando retirar à força do acampamento os trabalhadores’’, acusa Gerson da Silva. Segundo eles, os homens se disseram policiais civis, mas não apresentaram documentos.
De acordo com o advogado do MST, os homens estavam em um Fiat Uno branco, com placas de Santo André (SP). Os sem-terra não conseguiram anotar os números. ‘‘Eles prometeram que voltariam hoje e retirariam, usando armas se necessário, todos os que não se dispuserem a sair de forma negociada e pacífica’’, conta Gerson da Silva. A Folha não conseguiu localizar, ontem, João Tavares e nem o presidente da Sociedade Rural, Manoel Garcia.
(Osmani Costa)

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