Equipe da Folha

Quinta do Sol – O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não cumpriu a promessa de assentar até o final de novembro as 38 famílias que ficaram excedentes na fazenda Roncador, em Quinta do Sol (54 km a leste de Campo Mourão). Ontem, um representante do grupo, Marcelo Braga, esteve em Campo Mourão para pedir ajuda do bispo dom Mauro Aparecido dos Santos.
  ‘‘Se não tivessem nos prometido, já teríamos ido embora, mas existem compromissos assinados no Ministério Público de Engenheiro Beltrão’’, disse Braga. As 38 famílias excedentes estão em Quinta do Sol há dois anos e oito meses. A última promessa do Incra foi feita no dia 27 de setembro em audiência com a promotora Fernanda Trevisan. Até o ouvidor agrário nacional, Gersino José da Silva Filho, esteve presente.
  O acordo feito na época era para que o Incra repassasse cestas básicas às famílias em outubro e novembro, quando o problema seria resolvido. Segundo os sem-terra, só uma cesta foi enviada pelo órgão. A outra foi obtida pelo bispo de Campo Mourão. O Incra informou que já existe uma área escolhida em Quinta do Sol e que o laudo técnico para a desapropriação será feito amanhã, para a mudança em seguida.
  De acordo com os sem-terra, a área de pastagem de 209 alqueires é insuficiente e os proprietários ainda brigam por ela. ‘‘Não haverá solução, apenas a transferência do problema’’, disse Braga. Ele admitiu, porém, que o grupo pode aceitar a divisão da fazenda em partes menores.
  O bispo dom Mauro Aparecido dos Santos disse que vai esperar para ver se o laudo de desapropriação será feito amanhã.

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