O londrinense está cansado de esperar uma solução para o problema relacionado à superpopulação das pombas urbanas. Muitas das medidas apontadas e discutidas inúmeras vezes pelo poder público não foram postas em prática e a sujeira e mau cheiro causados pelas aves continuam a incomodar.
Paliativamente, a prefeitura realizou a poda das árvores na Região Central da cidade - a mais afetada pelas pombas Columba livia (urbanas) e pelas amargosinhas (aves silvestres) - além de ter investido em melhorias na iluminação com o objetivo de espantá-las.
''Mas isso não está resolvendo. O mau cheiro é tamanho, que chega a invadir meu apartamento, principalmente em dias chuvosos. Eu não tenho dó. Acho que elas deveriam ser abatidas para acabar com todos esses problemas que elas nos causam'', diz Maria de Lourdes Lopes, moradora do Edifício Centro Comercial e frequentadora assídua do Bosque central.
Uma das maiores preocupações da população é com o fungo Cryptococcus neoformans, encontrado nas fezes dos pombos e causador da doença criptococose. Em pacientes com baixa imunidade, os riscos de morte aumentam consideravelmente em caso de contato com o fungo. Em Londrina, a doença já fez vítimas e até causou mortes.
Abate
Uma das medidas mais polêmicas entre a população é a questão do abate dos pombos. Segundo o secretário municipal do Ambiente, José Faraco, o município é o único do país a solicitar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) uma ordem para controle de pombas.
''Após várias negociações conseguimos a licença, mas o procedimento não é tão simples. É preciso realizar estudos específicos, como a contagem das aves'', diz ele, ao revelar que a partir de agora a Universidade Estadual de Londrina (UEL) deverá assumir os estudos e apontará as soluções para as pombas.
''Esta semana estive em uma reunião com a reitora, que irá apressar o convênio entre prefeitura e a universidade. Ficou definido que a UEL irá resolver e monitorar essa situação, além de articular os procedimentos com o Ibama'', afirma.
De acordo com a assessoria de imprensa da UEL, a conversa da prefeitura com a instituição foi informal e até agora nenhum convênio foi firmado. A concretização desta partecia ainda depende de definições internas da UEL com os pesquisadores que trabalham nas áreas envolvidas, segundo a assessoria.

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