Sem sede, PF pode ir para cidades vizinhas
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segunda-feira, 02 de março de 1998
Paulo Ubiratan 
Dorico da SilvaÀ vendaSede da Polícia Federal: apenas o térreo e a garagem não foram resgatados pelos herdeirosA Polícia Federal de Londrina está sendo despejada de sua sede, na rua Quintino Bocaiúva, 1040, área central, onde está desde 86. Se não for encontrado um outro local para ser instalada, a PF poderá ser transferida para uma cidade vizinha. Segundo o chefe da divisão da PF em Londrina, Roberto Morel, o prédio tinha sido cedido pelo Patrimônio da União em sistema de comodato, com possibilidade de um dia retornar aos verdadeiros proprietários.
O despejo da PF foi motivado por uma ação judicial do espólio de João Piai que tramitava na Justiça Federal desde 1980. A tomada de posse do imóvel pela União foi motivada por débitos com impostos. Durante mais de 20 anos os herdeiros vinham pagando a dívida e agora retomaram parte do imóvel - os apartamentos dos 2º e 3º andares, que foram colocados à venda.
Apenas o andar térreo e a garagem ainda não foram resgatados pelos herdeiros. Nestes locais estão as garagens, duas celas, depósitos e setores especializados, operacionais e o gabinete do chefe da PF. O setor de tóxicos, apartamentos de agentes e a sede do sindicato da categoria, que funcionavam nos andares de cima, foram desativados.
O delegado Morel irá hoje à Brasília para discutir o assunto com a direção da PF. Segundo ele, são duas as possibilidades para a PF ficar na cidade: a construção de uma sede no terreno da Polícia Federal, na rua Tietê (área central), ou ocupar provisoriamente, na rua Quintino, o Centro de Computação do Banco do Brasil (Cesec), que está sendo desativado.


