Ao que tudo indica, a Prefeitura de Londrina finalmente conseguiu arrematar, em definitivo, o acordo de transferência dos ambulantes para o shopping popular que será implantado na loja Móveis Paulista (área central). Com a posição irredutível da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) em não conceder nem renovar mais os alvarás para aqueles que permanecerem nas ruas e calçadas, os 94 camelôs instalados na avenida Leste/Oeste - último foco de resistência - assinaram ontem o termo de adesão e compromisso.
No último sábado, a Companhia já havia costurado a transferência para o mesmo local dos 220 camelôs que estão na avenida São Paulo há pouco mais de um ano. No total, o novo espaço irá abrigar 314 camelôs. Os ambulantes terão de desocupar as ruas e calçadas no prazo de 40 dias.
A mudança para o shopping popular, segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, deverá ocorrer num prazo de 45 dias. Nesse período, serão realizadas as reformas necessárias no prédio para que os camelôs possam se instalar no local. A estimativa inicial é de que as obras irão consumir cerca de R$ 200 mil. A expectativa do Município, segundo os ambulantes, é que esse valor seja rateado entre as empresas-âncora que tiverem interesse em se juntarem ao empreendimento, tais como casas lotéricas, farmácias, lanchonetes e restaurantes e loja de venda de passes.
Os camelôs também esperam ver cumpridas as promessas da Prefeitura de subsidiar um terço do aluguel do imóvel, estimado em R$ 30 mil, a ampliação do calçadão até mais próximo ao shopping e a reorganização do trânsito e das linhas de ônibus. A CMTU também se comprometeu a conversar com o procurador regional da República, Mário Ferreira Leite, para que ele reveja o prazo para regularização da situação contábil e fiscal dos camelôs. O prazo dado pelo procurador encerra-se no final de julho.
A presidente da Associação do Camelódromo de Londrina, Cleusa Maria da Silva, que representa os camelôs da Leste/Oeste, comentou que seus associados ficaram sem outra opção e, por isso, não tiveram outra saída senão aderirem à transferência. ''Se a gente não aceitasse, teríamos que sair da avenida'', reclamou.

mockup