Sem RMC, tarifa na Capital seria de R$ 1,40
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quinta-feira, 07 de maio de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Urbanização de Curitiba (Urbs), empresa da prefeitura municipal que administra a Rede Integrada de Transporte (RIT) na Capital e região metropolitana (RMC), divulgou ontem um levantamento do impacto da integração do transporte na região na tarifa de ônibus. "Se não houvesse a integração às cidades da região metropolitana a tarifa em Curitiba seria de R$ 1,40", informou o presidente da Urbs, Marcos Isfer.
Os dados divulgados durante audiência pública realizada ontem na Assembléia Legislativa para discutir os problemas da RIT. "É importante que esses números fiquem claros para a população entender que a integração tem custo", explicou em resposta a proposta da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) de integração do Terminal de Roça Grande, em
Colombo, a RIT.
Isfer também declarou que a Comec não negociou com a Urbs a integração do terminal à rede. "Como o custo disso não está previsto, a integração certamente acabaria sendo cobrada do usuário", disse. "O investimento na rede não pode ser só em obras, tem que ser pensado também no custo de manutenção dessas linhas", explicou.
Para Isfer, apesar dos números mostrarem que quem mora em Curitiba poderia pagar uma tarifa menor, "o caminho da RIT é o da integração". "É importante que exista a integração, que as pessoas tenham acesso a essa tarifa social para que se garanta a mobilidade nas cidades da região metropolitana", defendeu. O presidente da Urbs também afirmou que "não se cogita a cobrança de tarifas diferenciadas nas cidades da RMC".
A diferença nos custos do transporte na Capital e nas cidades da RMC se deve principalmente ao maior deslocamento necessários nas linhas metropolitanas. O levantamento da Urbs aponta que enquanto em Curitiba o deslocamento médio é de 11,90 quilômetros, há cidades em que o trajeto é de 30 quilômetros, como é o caso de Fazenda Rio Grande, Itaperuçu e Rio Branco do Sul.
"O critério da Urbs é apenas econômico. E o transporte coletivo não pode ser pensado só do ponto de vista comercial", defendeu Alcidino Bittencourt, da Comec. Segundo ele, o Terminal Roça Grande foi construído "sem ônus algum para a Urbs e poderia, se integrado a RIT, melhorar a atratividade do sistema num momento em que o número de passageiros do transporte coletivo só cai".
Para Bittencourt, o ideal para a RMC era que o sistema de transporte fosse gerenciado por um consórcio público composto por todas as prefeituras da região. "Isso tornaria a gestão mais democrática e tiraria da prefeitura de Curitiba o custo político de ter que tomar decisões sobre um sistema que afeta toda os municípios",
explicou.


