Sem repasse, creches paralisam atendimento
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sexta-feira, 09 de maio de 1997
Célia Baroni 
As 47 creches e entidades conveniadas à Prefeitura vão amanhecer fechadas na segunda-feira, deixando de atender cerca de 5 mil crianças em toda a Cidade. A decisão foi tomada em uma reunião realizada ontem na Cidade da Criança (centro) por representantes de creches e entidades assistenciais.
A suspensão total do atendimento veio em resposta à informação de que a Prefeitura não iria mais repassar recursos às entidades, conforme convênio assinado entre as partes em novembro de 94. Nem mesmo a garantia da Secretaria de Ação Social de que os recursos vão ser repassados na segunda-feira fez os representantes das entidades voltarem atrás na decisão. Eles afirmam que, se a promessa for cumprida, os trabalhos serão retomados na terça-feira. Alegam que, sem o repasse, o atendimento à comunidade fica inviabilizado.
Em documento, os representantes repudiam entrevista concedida a uma rádio da Cidade pela secretária de Ação Social, Marisa Goettel, em que ela afirmou que muitas entidades estão deitadas em berço esplêndido, dependendo unicamente do convênio. Esclarecem que o repasse da Prefeitura cobre apenas os gastos com os salários dos funcionários e garantem que a manutenção é conseguida junto à comunidade.
Atualmente, a Prefeitura mantém convênio com 107 entidades assistenciais. O repasse mensal é de R$ 167 mil, sendo R$ 98.187,88 destinados às creches, incluindo as 12 municipais. Marisa Goettel afirmou ontem que não tem conhecimento oficial da decisão das entidades. Ela reconhece a importância do trabalho das creches e a necessidade do apoio do poder público a elas. Talvez tenha sido dura na entrevista, mas se há instituições sérias, há também aquelas que estão acomodadas.


