Curitiba A Missão SOS Vida, entidade filantrópica que atende 25 crianças e adolescentes retirados das ruas de Curitiba, corre o risco de fechar as portas por falta de dinheiro. A instituição, que vive de doações, está amargando déficit de caixa de aproximadamente R$ 1,5 mil por mês. Caso não consiga reverter a situação até novembro, a saída será interromper as atividades.
A presidente e fundadora da Missão SOS Vida, Walquíria Fernandes, disse que a entidade não pôde, ainda, formalizar convênios com os governos municipal e estadual para receber verbas por não conseguir atender as exigências para obtenção da licença sanitária. Segundo ela, as três casas mantidas pela instituição em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, teriam que passar por reformas e adaptações, mas isso é inviável também pela falta de recursos. ''Se nos falta R$ 1,5 mil para as necessidades básicas, quem dirá para essas reformas'', acrescentou.
A Missão SOS Vida precisa de R$ 5 mil mensais para se manter. As doações que chegavam a esse valor caíram para R$ 2,5 mil a R$ 3 mil. Mesmo a realização de eventos beneficentes está comprometida pela falta de dinheiro. Hoje, a entidade abriga 12 crianças e adolescentes com até 17 anos e outros 13 jovens e adultos com mais de 18 anos.
Segundo Walquíria, as casas têm capacidade para atender mais gente, mas por causa das dificuldades financeiras, não estão sendo abertas novas vagas. Além do ensino regular, os internos frequentam cursos profissionalizantese têm atividades culturais e esportivas. Quanto à estrutura oferecida pela Missão SOS Vida, Walquíria não tem queixas, já que a entidade conta com o trabalho voluntário de médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais.
Serviço Doações para a Missão SOS Vida podem ser feitas junto à Caixa Econômica Federal, agência 824, código da operação 003, conta corrente nº 300-4.

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